terça-feira, 7 de outubro de 2008

Interesse pelo estudo

Como anda o interesse de nossos alunos pelo o estudo?
Atualmente enfrentamos conflitos entre professores e alunos por vários motivos. Diariamente nos deparamos com a violência e o desinteresse pelo estudo nas escolas. Hoje, para os alunos, realizar os trabalhos com dedicação e entusiasmo, muitas vezes torna-se um peso. Realizam-nos como se fossem apenas para o professor e não levam em consideração o seu compromisso de estudantes que é aprender. Resultando na construção de conhecimentos precários.
As escolas, no geral, têm enfrentado muitos problemas e muitas vezes não conseguem solucionar. As drogas já entraram nas escolas desde a década de 80. E com muita preocupação é tratada até nos dias atuais, bem como a violência que muitas vezes está relacionada com elas.
Mais do nunca se faz necessário pensar um novo jeito de educar. Há uma enorme fonte de informações transmitidas pelos meios de comunicação e tantas outras diversidades, ocasionando fragmentação na construção do conhecimento proporcionada pelas mudanças constantes.
Uma questão a ser considerada é o nosso modo de viver, que vem da qualidade dos valores recebidos no meio familiar e do que vamos adquirindo para a formação do sujeito.
Levando isso em consideração pergunta-se a respeito do efeito exercido sobre os alunos pela ciência e a cultura que se transmite. Será que são esses ensinamentos que estão desconectados da nossa realidade? Então, como será a educação do futuro? Por que o desinteresse dos alunos em sala de aula?
A educação do futuro deve abrir-se para a vida. Construir sujeitos equilibrados e preparados para enfrentar as interferências, mudanças que por vezes aparecerão. Resgatar o que ficou perdido também faz parte do processo de aprendizagem. Mas como despertar o interesse nos alunos para que ocorra de fato a mudança de comportamento nos sujeitos?
São muitas hipóteses levantadas. Mudanças metodológicas, pedagógicas, limites, responsabilidade, bem estar familiar, questão social... Mas acima de tudo o amor deverá estar interligado no processo ensino aprendizagem do aluno.
Quase todo comportamento humano é aprendido pelo exemplo. Aprender não é tão fácil como parece, até porque só se considera que houve aprendizagem, quando ocorre mudança de comportamento. Então se pergunta: como são os exemplos no meio familiar, na sociedade política, econômica...? Que exemplos nossos alunos estão recebendo diariamente?
Segundo Piaget o desenvolvimento intelectual, partiu da idéia que os atos biológicos são atos de adaptação ao meio físico e organizações do meio ambiente procurando manter um equilíbrio. Registro de impressões, ajustamento (afetividade, auto-estima, limites, horários definidos para estudos, esportes, lazer...)
Um fato a ser considerado importante é que o que se aprende não é observável, por se tratar de modificação interna. O que se avalia é somente o desempenho, que é externo. O grande desafio do professor é inter-relacionar o ensino e a aprendizagem, tarefa nada fácil hoje.
Nem todo ensino produz aprendizagem, depende de variáveis. Entre elas: metodologia e conteúdo adequado; adequação da comunicação do professor e do aluno; aluno precisa ter interesse, necessidade e motivação em todas as etapas do processo, não somente num dia ou outro; a carga emocional interfere na produtividade e no desempenho do aluno; ambiente da aprendizagem pode ajudar ou comprometer; expectativas do aluno em relação à matéria e ao professor e vice-versa também influenciam na aprendizagem, mas, sobretudo o ser humano é movido pelo amor. Uma palavra certa, na hora certa provoca mudanças significativas.
Uma seqüência de ações como o incentivo, a motivação, a adesão e o desempenho, quando desencadeados proporcionam a aprendizagem.
O papel do professor e da família é criar, incentivar através de estímulos externos para que surja a motivação. Surgindo a motivação o aluno adere ao processo, resultando numa aprendizagem mais eficiente. Pergunta-se então: o que fazer se o aluno vem para a escola sem vontade própria, sem estímulo da família e muitas vezes o retorno é condicionado a problemas com a justiça?
Criar uma identidade pessoal, institucional onde envolva pais, alunos, professores, enfim todos que participam do processo para que se alcancem os objetivos.

Professora Miriam Mercedes Bortolini

2 comentários:

Verani Isabel Bonatto da Silva disse...

Oi Mirian,
A tua preocupação de envolvimento pelos estudos de parte dos alunos é comum por grande parte dos professores, construi-se uma tensão que muitas vezes nos parece que ler e escrever e dever do outro não de cad um, existe uma instabelidade de valores.
Abraço

Marci Viana disse...

Boa noite, Miriam!
Sua preocupação é também a minha. Tanto que tem sido minha problemática no TCC da pós graduação. Tenho pesquisado muito sobre o tema e acredito que o desinteresse dos alunos já é uma questão social e não mais pedagógica, pois todos devem estar envolvidos no processo, não só professores, mas familiares, governos, enfim a sociedade!